Palhaço Graveto
Um palhaço que nasce da leveza e da poesia do corpo
Como Palhaço Graveto, Rodrigo da Rosa realiza apresentações, oficinas e intervenções em contextos diversos: escolas, bibliotecas, assentamentos rurais, quilombos, centros culturais, comunidades e espaços públicos. Seu trabalho busca construir relações de proximidade e escuta, compreendendo a arte como uma experiência compartilhada capaz de produzir vínculos, deslocamentos de percepção e abertura para outras formas de habitar o mundo.
Rodrigo da Rosa é artista, educador, pesquisador e escritor. Sua trajetória atravessa mais de duas décadas de trabalho com teatro, palhaçaria, literatura, cultura popular e formação humana. Doutorando pela Universidade de São Paulo, desenvolve uma pesquisa que investiga a construção do palhaço não apenas como linguagem artística, mas como experiência de formação da pessoa — refletindo sobre os modos pelos quais o encontro com a vulnerabilidade, com o corpo e com o outro pode produzir transformações profundas na existência.
Sua atuação nasce da convergência entre prática artística e investigação sobre a condição humana. Ao longo dos anos, construiu um percurso que articula a criação cênica, a educação, a cultura popular brasileira, a poesia e os processos de sensibilização. Foi coordenador do Núcleo de Circo e Palhaçaria do Laboratório de Arte da Faculdade de Educação da USP, espaço onde desenvolveu experiências formativas voltadas à criação artística e à ampliação das possibilidades expressivas de estudantes, educadores e artistas.
É autor de livros de poesia e prosa, entre eles Alma Oblíqua, Tapete de Rendendê, Perder e Aprender, Vertigem: esse ser corpo e Benza e Barro. Sua escrita dialoga com as mesmas questões presentes em sua prática artística: o corpo, a imaginação, a memória, os territórios populares, os processos de criação e a busca por uma existência mais sensível e consciente.
Ao longo de sua trajetória, Rodrigo tem desenvolvido um trabalho marcado pelo trânsito entre diferentes saberes e contextos culturais. Interessa-se pelas manifestações populares brasileiras, pelas pedagogias da experiência, pelas artes do corpo e pelas formas de conhecimento que emergem do encontro entre pessoas. Sua atuação é orientada pela convicção de que a formação humana não se reduz à aquisição de conteúdos ou competências, mas envolve a capacidade de criar sentidos, estabelecer vínculos e participar da construção coletiva de modos de vida mais atentos à dignidade, à beleza e à diversidade da experiência humana.
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